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domingo, 29 de março de 2015

"No inverno te proteger...no verão sair pra pescar...no outono te conhecer...primavera poder gostar e no estio me derreter pra na chuva dançar e andar junto!" (Beto Guedes)

AUTUMN LEAVES by Leonidafremov


"Está fazendo um dia lindo de outono. 
A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. 
E naqueles momentos não precisava de ninguém. 
Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, 
porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. 
Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. 
Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina."
(Clarice Lispector)



Folhas de outono

As folhas de outono caem perto da janela
As folhas do outono do vermelho e dourado
Eu vejo seus lábios, os beijos de verão
As mãos bronzeadas de sol, eu costumava segurar

Desde que você foi embora os dias duram mais
E logo eu ouvirei a velha canção de inverno
Mas eu mais sinto falta de você, minha querida
Quando as folhas de outono começam a cair

Automne ... belle image

Autumn Leaves

The falling leaves drift by my window
The autumn leaves of red and gold
I see your lips, the summer kisses
The sun-burned hands I used to hold

Since you went away the days grow long
And soon I'll hear old winter's song
But I miss you most of all my darling
When autumn leaves start to fall.


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O primeiro letrista Jonny Mercer escreveu em 1947 para a língua inglesa. "Autumn Leaves" tornou-se um sucesso pop e em jazz em ambas a línguas: francês e notadamente em inglês, em modo somente instrumental e também cantada. Em 24 de Dezembro de 1950, a cantora francesa Edith Piaf cantou em francês e inglês no programa de radio The Big Show, mantido por Tallulah Bankhead.

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http://www.dontstopthemusic.com.br/Musicas/Blues_Jazz/Diana_Krall/Autumn_Leaves_MS.mid

http://www.dontstopthemusic.com.br/Musicas/Blues_Jazz/Eva_Cassidy/Autumn_leaves_MS.mid

http://www.dontstopthemusic.com.br/Musicas/Blues_Jazz/Natalie_Cole/Autumn_leaves_MS.mid

http://www.dontstopthemusic.com.br/Musicas/Instrumentais/Paul_Mauriat/Autumn_leaves_MS.mid

http://www.dontstopthemusic.com.br/Musicas/Internacionais/Eric_Clapton/Autum_leaves_MS.mid

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Automne  ... belle image

Canção de Outono

Perdoa-me, folha seca, 
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo, 
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão 
se havia gente dormindo 
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles 
que não se levantarão...

Tu és folha de outono 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
(Cecília Meireles)


Automne  ... belle image


Uma névoa de Outono o ar raro vela 

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
(Fernando Pessoa)


Automne ...

Crepúsculo de Outono

O crepúsculo cai, manso como uma benção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.

O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.

Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale...o horizonte purpúreo...
Consoladora como um divino perdão.

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.
(Manuel Bandeira)

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